Os marqueteiros do Grande ABC

Que a publicidade brasileira é sucesso, ninguém mais tem dúvidas. Só neste ano, o Brasil levou dez Leões de Ouro em Cannes, o Oscar da Comunicação. Definido no dicionário como ‘tornar algo ou alguém conhecido nos seus melhores aspectos para obter aceitação do público’, o termo Publicidade também inclui emocionar, criar memória afetiva, gerar identificação imediata.Segundo estudo do Ibope Mídia, Paulo César Ferrari, presidente da Octopus Ivan Cavassani, diretor da Cavassani Publicidade Celso Furtado, gerente de marketing da Coop o mercado publicitário movimentou R$ 76,2 bilhões em 2010 e o Grande ABC é sede de quatro dos 27 principais anunciantes do Brasil. São eles: Casas Bahia, Volkswagen, Ford e GM, que, juntos, investiram quase R$ 5 bilhões em anúncios no ano passado.

A região não se destaca apenas pelos anunciantes, mas também pelo seu time publicitário. Três profissionais dividem com a Dia-a-Dia inspirações, projetos e histórias de sucesso.


Contos da publicidade no Grande ABC 01 – A voz da venda

Publicidade sempre rende boas histórias ao redor do mundo e no ABC, os pioneiros colecionam pérolas da arte de vender propaganda. Primeiro pensei em escrever um livro, mas alinhavar os relatos soltos exigiria dedicação acadêmica e trairia as deliciosas conversas com os arquivos vivos da região.

A série começa com o publicitário Antonio Dalto, que já completou bodas de ouro na profissão. Logo de início, não esconde os segredos das boas vendas. Toda empresa quer vender mais. O melhor jeito é anunciar e para isso precisa de boa mídia. Segredo: veículo de comunicação precisa ter conceito, credibilidade e, principalmente, tem de dar retorno ao anunciante.

Potencial de consumo do Grande ABC é de R$ 35 bi

Cidades do Grande ABC despontam entre os principais potenciais de consumo do País. Segundo pesquisa elaborada pela Target Marketing, São Bernardo e Santo André estão entre os 25 municípios com maior perspectiva de mercado, em 15º e 17º lugar, respectivamente. Ambas chegam a ultrapassar outras capitais do País como Natal, Campo Grande e João Pessoa, e ficam atrás apenas de outras capitais, com exceção de Guarulhos, que está posicionada no 12º lugar.

Atualmente, 78% dos lares da região encontram-se na chamada ‘nova classe média”, cujo potencial vem sendo explorado por empresas dos mais variados setores. Com o aumento do ganho real do assalariado brasileiro, a classe C passa a compor a classe média emergente, Juntas, as classes B e C, compostas por famílias com renda média entre R$ 950 e R$ 4.600, vem tomando espaço no mercado, que já investe em bancarização e criação de linhas de produtos específicas para esse novo público.